18th International Conference on Internal Friction and Mechanical Spectroscopy (ICIFMS-18)


The 18th International Conference on Internal Friction and Mechanical Spectroscopy (ICIFMS-18) will be held on September 12-15, 2017, in Foz do Iguaçu (Iguazu Falls), Brazil, with the support of Universidade Estadual Paulista (UNESP) and Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

The conference is the 18th of a series which began in Providence (USA) in 1956 and continued in Ithaca (USA, 1961), Manchester (England, 1965), Providence (USA, 1969), Aachen (Germany, 1973), Tokyo (Japan, 1977), Lausanne (Switzerland 1981), Urbana (USA, 1985), Beijing (China, 1989), Rome (Italy, 1993), Poitiers (France, 1996), Buenos Aires (Argentina, 1999), Bilbao (Spain, 2002), Kyoto (Japan, 2005), Perugia (Italy, 2008), Lausanne (Switzerland 2011) and Hefei (China, 2014).

The ICIFMS-18 will be a great opportunity for the exchange of experience, innovative ideas and research results focused on the theory, advances and applications of internal friction and mechanical spectroscopy, dynamic-mechanical analysis, high damping materials and new techniques of internal friction and mechanical spectroscopy. The exchange of ideas and discussion make ICIFMS-18 an unmissable event.

The Conference program will consist of plenary lectures and invited lectures of the last significant discoveries and developments in all fields of mechanical spectroscopy and related fields. Abstracts submitted will be evaluated in relation to the quality and impact. The accepted abstracts will be assigned to the oral presentation and poster sessions, and will appear in the conference proceedings. The papers presented will be published as regular papers in a special issue of the open access and ISI indexed journal, Materials Research.

In addition, we are preparing several social activities, because we believe that the good humor and a festive atmosphere helps in social interaction and in the formation of friendships and interpersonal relationships network, which greatly assists in the development of work and research and the exchange of experiences and knowledge among its members.

Deadline for abstract submission: April 30, 2017

More information: http://www.icifms18.com.br

New journal: npj Flexible Electronics.


Publishing high-quality papers related to flexible electronic systems, including plastic electronics and emerging materials, new device design and fabrication technologies and applications, npj Flexible Electronics is a new online-only, open access journal.

npj Flexible Electronics is part of the Nature Partner Journals series, launched by Springer Nature as part of the Nature Research portfolio of journals, and published in partnership with Nanjing Tech University. The journal is led by Editors-in-Chief Professor Donal Bradley (University of Oxford, United Kingdom) and Professor Huang Wei (Nanjing Tech University, China).

npj Flexible Electronics supports fundamental studies that improve understanding of the science relevant for flexible, stretchable and conformable devices, and research that aims to achieve new technologies that might lead to low-cost flexible devices with advanced functionality.

Visit the journal website to find out more, including the benefits of submitting your next manuscript and the option to sign up for free article e-alerts.

 

Participação da SBPMat na reunião anual da SBPC.


A partir da esquerda, Marcos Pimenta, Glaura Goulart Silva (diretora científica da SBPMat) e Aldo Zarbin em painel sobre nanoestruturas de carbono na 60ª Reunião Anual da SBPC.
A partir da esquerda, Marcos Pimenta, Glaura Goulart Silva (diretora científica da SBPMat) e Aldo Zarbin em painel sobre nanoestruturas de carbono na 60ª Reunião Anual da SBPC.

A SBPMat (B-MRS) esteve presente na 69ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), representada por um dos membros de sua diretoria, a professora Glaura Goulart Silva (UFMG). Evento gratuito e aberto à sociedade, a reunião anual da SBPC é realizada desde 1948 em universidades públicas de diferentes estados do Brasil. Neste ano, a reunião foi realizada na UFMG, em Belo Horizonte (MG), de 16 a 22 de julho, com o tema central “Inovação – Diversidade – Transformações”.

“A 69a Reunião Anual da SBPC constitui-se como um espaço de resistência ao desmonte da ciência e tecnologia no Brasil”, diz a diretora científica da SBPMat. “A comunidade brasileira atuante em ciência, em todas as suas idades, origens e funções, uniu-se numa mensagem clara: ciência e educação são investimentos, só nesta base temos como construir um futuro para nosso povo”, afirma.

Dentro da programação do evento, a professora Goulart Silva participou da mesa redonda “Nanoestruturas de carbono: a próxima revolução tecnológica? ”, que ocorreu no dia 17 de julho das 15:30 às 18:00 horas. Além da diretora científica da SBPMat, participaram da mesa o professor Aldo Zarbin (UFPR), presidente da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), e o professor Marcos Pimenta (UFMG), coordenador do INCT de Nanomateriais de Carbono e do Centro de Tecnologia em Nanomateriais (CTNano), do qual a professora Goulart Silva é vice-coordenadora.

Na mesa redonda, que contou com grande audiência e muitas perguntas, foram apresentados os nanomateriais de carbono, sua estrutura, propriedades e aplicações com o foco em seu potencial para contribuir em diversas áreas tecnológicas. “Discutimos como a nanotecnologia pode ser impactante em uma nova era tecnológica que tenha a sustentabilidade como requisito fundamental”, relata a diretora científica da SBPMat. “Os membros da mesa e os participantes evoluíram para uma visão conjunta de que uma grande gama de nanomateriais vai ocupar espaços relevantes nas tecnologias futuras. Não só os nanomateriais de carbono, mas, sem dúvida, os nanotubos de carbono e o grafeno são sistemas muito importantes nesse conjunto”, reporta ela.

De acordo com Goulart Silva, todos participantes da sessão enfatizaram a necessidade de investimentos em ciência e tecnologia no Brasil, a fim de que os avanços feitos em áreas como a nanotecnologia tenham continuidade.

XI Brazilian Symposium on Glass and Related Materials (XI BrazGlass).


O BrazGlass é um evento de periodicidade bianual que reúne estudantes, pesquisadores e profissionais da indústria que pesquisam em vidros e materiais correlatos, com aplicações nas mais diversas áreas tais como biomateriais, fibras óticas, energia, etc.

O evento contará com pesquisadores palestrantes de renome internacional e encontra-se com a submissão de resumos aberta até o dia 03/04/2017.

Mais informações://www3.uepg.br/brazglass/

1ª Escola Brasileira de Síncrotron – EBS.


evento_EBSA 1ª Escola Brasileira de Síncrotron – EBS acontecerá entre 10 e 21 de julho no campus do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, SP. A escola é organizada por membros do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, e contará com aulas teóricas e práticas sobre diversos aspectos da produção e utilização da radiação síncrotron. Os cursos são voltados para estudantes em final de graduação, pós-graduandos e profissionais de várias áreas de atuação. As inscrições estão abertas até 03 de abril de 2017.

Esse é um evento que faz parte das comemorações dos 30 anos do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. A programação completa e instruções de inscrição estão disponíveis no website da escola:

http://pages.cnpem.br/ebs/

O cartaz de divulgação pode ser obtido no link:

http://pages.cnpem.br/ebs/wp-content/uploads/sites/81/2017/01/Poster_final.jpg

Comissão organizadora da EBS

Artigo em destaque: Lápis e papel para fazer um sensor eletroquímico.


O artigo científico com participação de membros da comunidade brasileira de pesquisa em Materiais em destaque neste mês é: Direct Drawing Method of Graphite onto Paper for High-Performance Flexible Electrochemical Sensors. Santhiago, Murilo; Strauss, Mathias; Pereira, Mariane P.; Chagas, Andreia S.; Bufon, Carlos C. B. ACS Appl. Mater. Interfaces, 2017, 9 (13), pp 11959–11966. DOI: 10.1021/acsami.6b15646

 

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Lápis e papel para fazer um sensor eletroquímico

Talvez muitos de nós não tenhamos pensado nisto antes: pintar uma folha de papel com lápis de grafite gera, além de um desenho, uma camada de material condutor da eletricidade (o grafite, formado por átomos de carbono) sobre um substrato flexível, barato e amplamente disponível (o papel). Em outras palavras, esse método extremamente simples e rápido produz uma plataforma muito atrativa para fabricar sensores e outros dispositivos.

Baseando-se nesse método de transferência de grafite do lápis para o papel, uma equipe de cientistas brasileiros desenvolveu um sensor eletroquímico flexível. O dispositivo demonstrou ter um desempenho excepcional entre sensores similares na detecção de um composto biológico difícil de detectar, porém muito relevante por estar presente em todas as células, cumprindo importantes funções no metabolismo dos seres vivos.

O trabalho foi realizado, principalmente, no Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Algumas análises foram feitas no Laboratório Multiusuário de Espectroscopia Óptica Avançada do Instituto de Química da UNICAMP.

Pesquisadores do Laboratório de Dispositivos e Sistemas Funcionais (LNNano/CNPEM): à esquerda, Carlos Bufon (coordenador) e à direita, Murilo Santhiago.
Pesquisadores do Laboratório de Dispositivos e Sistemas Funcionais (LNNano/CNPEM): à esquerda, Carlos Bufon (coordenador) e à direita, Murilo Santhiago.

“Uma das principais contribuições do trabalho foi mostrar a eficiência de dispositivos eletroquímicos preparados através de um processo de transferência direta de grafite sobre papel”, destaca Carlos César Bof Bufon, autor correspondente de um artigo científico sobre o estudo, que foi recentemente publicado no periódico ACS Applied Materials and Interfaces (fator de impacto= 7,504). Além de Bufon, que é pesquisador do LNNano e professor orientador na UNICAMP e na UNESP, assinam o artigo mais quatro pesquisadores do Laboratório de Dispositivos e Sistemas Funcionais do LNNano, inclusive o doutor Murilo Santhiago, que liderou a pesquisa junto a Bufon.

O trabalho começou com o objetivo de fabricar dispositivos eletroquímicos de carbono e/ou híbridos que detectassem compostos biológicos com eficiência, conta Bufon. Uma revisão bibliográfica mostrou à equipe de cientistas que vários tipos de eletrodos de carbono preparados por uma grande diversidade de métodos já tinham sido reportados, e que todos eles trocavam elétrons lentamente quando testados com algumas moléculas modelo. Em outras palavras, não eram sensores eletroquímicos eficientes para as moléculas biológicas. A equipe escolheu então o método de preparação de eletrodos de carbono mais simples (o desenho a lápis) e resolveu investigar por que o material obtido não apresentava bons resultados ao ser usado como sensor eletroquímico dessas moléculas. “Resolvemos então trabalhar nessa questão mapeando os problemas observados em outros trabalhos e melhorando aspectos da superfície do grafite”, relata Santhiago.

A equipe pôde verificar, por exemplo, que o processo de transferência de grafite do lápis para o papel deixava micro e nanodetritos na superfície do eletrodo. Para removê-los, os pesquisadores realizaram no eletrodo um rápido tratamento eletroquímico, que gera bolhas de oxigênio na superfície, as quais ajudaram a remover do filme de carbono os detritos e outras impurezas e repeli-los para longe. “Após esse tratamento, verificamos que a resposta do sensor era uma das melhores já observadas para esse tipo de material”, afirma Santhiago. Procurando explicar o desempenho excepcional, os cientistas analisaram o filme de carbono antes e depois do tratamento usando diversas técnicas de caracterização de materiais, e constataram que o tratamento eletroquímico imprimia mudanças à estrutura e à composição química da superfície do filme de carbono.

Depois de otimizar o eletrodo de carbono sobre papel, a equipe procedeu a testar sua capacidade de detectar moléculas biológicas e escolheu como analito o dinucleótido de nicotinamida e adenina (NAD, na sigla em inglês). Essa molécula costuma ser usada em testes, não apenas devido à sua relevância (participa de mais de 300 processos biológicos), mas também pelos desafios que sua detecção apresenta. Dessa maneira, os cientistas tiveram que fazer alguns ajustes no eletrodo com o objetivo de torna-lo mais seletivo (que detecte apenas NAD) e mais sensível (que detecte pequenas quantidades da molécula).

Fotografia do sensor eletroquímico de papel.
Fotografia do sensor eletroquímico de papel.

Então, a equipe científica inseriu na superfície do eletrodo um composto que facilita a transferência de elétrons, o corante Azul de Meldola. Nos testes de detecção de NAD, a versão final do sensor mostrou um excelente desempenho, apresentando os melhores resultados já reportados referentes à seletividade e velocidade de detecção entre eletrodos baseados em papel. “Agora, o método mais simples também é o que apresenta a melhor eficiência e maior potencial de aplicação”, conclui Murilo Santhiago.

Depois do sucesso conseguido na fabricação de eletrodos de grafite de alta eficiência pintados a lápis, a equipe deu continuidade às pesquisas sobre o tema. Os cientistas estão agora estudando outras aplicações do material em dispositivos eletroquímicos, inclusive vestíveis, para detecção de espécies de interesse biológico e ambiental. Simultaneamente, eles estão trabalhando a escalabilidade do processo de fabricação para minimizar pequenas variações entre dispositivos – um ponto nada trivial se consideramos que o método se baseia no uso manual de um lápis de grafite, entre outros processos manuais. “Atingir a escalabilidade e, ao mesmo tempo, materiais com alta eficiência nem sempre é uma tarefa fácil”, diz Bufon, citando o exemplo do grafeno, que foi isolado inicialmente usando uma fita adesiva por meio de um processo simples, manual e com problemas de reprodutibilidade.

A pesquisa contou com financiamento do CNPq e FAPESP, e utilizou infraestrutura do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologia (SisNANO) presente no LNNano.

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