18th International Conference on Internal Friction and Mechanical Spectroscopy (ICIFMS-18)


The 18th International Conference on Internal Friction and Mechanical Spectroscopy (ICIFMS-18) will be held on September 12-15, 2017, in Foz do Iguaçu (Iguazu Falls), Brazil, with the support of Universidade Estadual Paulista (UNESP) and Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

The conference is the 18th of a series which began in Providence (USA) in 1956 and continued in Ithaca (USA, 1961), Manchester (England, 1965), Providence (USA, 1969), Aachen (Germany, 1973), Tokyo (Japan, 1977), Lausanne (Switzerland 1981), Urbana (USA, 1985), Beijing (China, 1989), Rome (Italy, 1993), Poitiers (France, 1996), Buenos Aires (Argentina, 1999), Bilbao (Spain, 2002), Kyoto (Japan, 2005), Perugia (Italy, 2008), Lausanne (Switzerland 2011) and Hefei (China, 2014).

The ICIFMS-18 will be a great opportunity for the exchange of experience, innovative ideas and research results focused on the theory, advances and applications of internal friction and mechanical spectroscopy, dynamic-mechanical analysis, high damping materials and new techniques of internal friction and mechanical spectroscopy. The exchange of ideas and discussion make ICIFMS-18 an unmissable event.

The Conference program will consist of plenary lectures and invited lectures of the last significant discoveries and developments in all fields of mechanical spectroscopy and related fields. Abstracts submitted will be evaluated in relation to the quality and impact. The accepted abstracts will be assigned to the oral presentation and poster sessions, and will appear in the conference proceedings. The papers presented will be published as regular papers in a special issue of the open access and ISI indexed journal, Materials Research.

In addition, we are preparing several social activities, because we believe that the good humor and a festive atmosphere helps in social interaction and in the formation of friendships and interpersonal relationships network, which greatly assists in the development of work and research and the exchange of experiences and knowledge among its members.

Deadline for abstract submission: April 30, 2017

More information: http://www.icifms18.com.br

XI Brazilian Symposium on Glass and Related Materials (XI BrazGlass).


O BrazGlass é um evento de periodicidade bianual que reúne estudantes, pesquisadores e profissionais da indústria que pesquisam em vidros e materiais correlatos, com aplicações nas mais diversas áreas tais como biomateriais, fibras óticas, energia, etc.

O evento contará com pesquisadores palestrantes de renome internacional e encontra-se com a submissão de resumos aberta até o dia 03/04/2017.

Mais informações://www3.uepg.br/brazglass/

1ª Escola Brasileira de Síncrotron – EBS.


evento_EBSA 1ª Escola Brasileira de Síncrotron – EBS acontecerá entre 10 e 21 de julho no campus do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, SP. A escola é organizada por membros do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, e contará com aulas teóricas e práticas sobre diversos aspectos da produção e utilização da radiação síncrotron. Os cursos são voltados para estudantes em final de graduação, pós-graduandos e profissionais de várias áreas de atuação. As inscrições estão abertas até 03 de abril de 2017.

Esse é um evento que faz parte das comemorações dos 30 anos do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. A programação completa e instruções de inscrição estão disponíveis no website da escola:

http://pages.cnpem.br/ebs/

O cartaz de divulgação pode ser obtido no link:

http://pages.cnpem.br/ebs/wp-content/uploads/sites/81/2017/01/Poster_final.jpg

Comissão organizadora da EBS

Boletim da SBPMat – 56ª edição.


 

 

Saudações !

Edição nº 56 – 28 de abril de 2017

XVI Encontro da SBPMat/ XVI B-MRS Meeting

Submissão de resumos: ÚLTIMOS DIAS. Está aberta no site do evento, até 5 de maio, a submissão de trabalhos para apresentação oral ou em forma de pôster. Veja instruções para autores, aqui.
Auxílio Fapesp. Veja as regras da solicitação de auxílio coletivo para pesquisadores ligados a instituições do estado de São Paulo, aqui.

Simpósios. Veja a lista dos 23 simpósios aprovados, dentro dos quais os resumos são submetidos, aqui.

Prêmio Bernhard Gross. Trabalhos submetidos por autores que são estudantes de graduação ou pós-graduação podem ser candidatos ao prêmio da SBPMat. Para participar da seleção, o autor deve submeter, até 14 de agosto, um resumo estendido adicional ao resumo convencional. Mais informações, nas instruções para autores, aqui.

Organização. Conheça o comitê organizador, aqui.

Expositores. Veja no site do evento as 18 empresas que já confirmaram participação. Empresas interessadas em participar do evento com estandes e outras formas de divulgação devem entrar em contato com Alexandre, no e-mail comercial@sbpmat.org.br.

Artigo em destaque

Um catalisador feito com materiais abundantes e sem metais torna eficiente a produção de eletricidade por meio de células a combustível de hidrazina. A pesquisa foi reportada por uma equipe científica internacional que inclui pesquisadores da UEM no Journal of Materials Chemistry A
 Veja nossa matéria de divulgação.

Gente da comunidade

Entrevistamos Angelo Fernando Padilha, professor da Escola Politécnica da USP.  Graduado na primeira turma de Engenharia de Materiais da América Latina (UFSCar), Padilha prosseguiu sua formação de pesquisador entre o Brasil e a Alemanha. Desde a década de 1970, trabalha com pesquisa, desenvolvimento e inovação em materiais para reatores nucleares e em materiais metálicos. Recentemente, presidiu a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). É autor de livros didáticos da área de Materiais bastante conhecidos no país. Na entrevista, Padilha, que faz parte do grupo de fundadores da SBPMat, falou sobre sua trajetória profissional e sobre os desafios do segmento nuclear para a área de Materiais, além de deixar uma mensagem para os leitores que estão iniciando suas carreiras científicas. Veja a entrevista.

Victor C. Pandolfelli (DEMa-UFSCar) recebe pela terceira vez prêmio da ACerS (Estados Unidos) ao melhor paper sobre cerâmicas refratárias. Saiba mais.
Marcelo Knobel (IFGW-Unicamp) tomou posse como reitor da Unicamp. Saiba mais.

Dicas de leitura


  • Novo método de nanofabricação baseado em materiais auto-organizados tem potencial para produção industrial de fios de menos de 10 nm de largura (baseado em paper da Nature Nanotechnology). Aqui.
  • Transístor de pontos quânticos desenvolvido com participação brasileira faz operações complexas (enxerga, conta, lembra) prescindindo de memória complementar (baseado em paper da Nano Letters). Aqui.
  • Método de fabricação permite controle preciso da morfologia e composição de objetos unidimensionais (baseado em paper da 
    Small). Aqui.
  • Vídeo de cientistas mostra uma população real de nanotubos de carbono crescendo e se organizando. Aqui.
  • Matéria no MRS Bulletin (EUA) sobre cortes no orçamento de CTI no Brasil, com depoimentos de presidente e sócios da SBPMat. Aqui.

Oportunidades


  • Chamada de projetos multinacionais de P&D em Materiais FAPESP – M-ERA NET. Aqui.
  • Feira virtual sobre oportunidades de pesquisa na Alemanha. Aqui.

Próximos eventos da área

  • 9th International Conference on Materials for Advanced Technologies. Suntec (Cingapura). 18 a 23 de junho de 2017. Site. 
  • 1ª Escola Brasileira de Síncrotron (EBS). Campinas, SP (Brasil). 10 a 21 de julho de 2017. Site.
  • XI Brazilian Symposium on Glass and Related Materials (XI Brazglass). Curitiba, PR (Brasil). 13 a 16 de julho de 2017. Site.
  • VIII Método Rietveld de Refinamento de Estrutura. Fortaleza, CE (Brasil). 24 a 28 de julho de 2017. Site.
  • XXXVIII Congresso Brasileiro de Aplicações de Vácuo na Indústria e na Ciência (CBRAVIC) + III Workshop de Tratamento e Modificação de Superfícies (WTMS). São José dos Campos, SP (Brasil). 21 a 25 de agosto de 2017. Site.
  • IUMRS-ICAM 2017. Kyoto (Japão). 27 de agosto a 1º de setembro de 2017. Site.

  • 18 International Conference on Luminescence.
    João Pessoa, PB (Brasil). 27 de agosto a 1º de setembro de 2017. Site.

  • XVI Encontro da SBPMat/ XVI B-MRS Meeting. Gramado, RS (Brasil). 10 a 14 de setembro de 2017. Site.
  • 18th International Conference on Internal Friction and Mechanical Spectroscopy (ICIFMS-18). Foz do Iguaçu, PR (Brasil). 12 a 15 de setembro de 2017. Site.
  • 2ª Conferência Nacional em Materiais Celulares (MatCel’2017) + Conferência Internacional em Dinâmica de Materiais Celulares (DynMatCel’2017). Aveiro (Portugal). 25 a 27 de setembro de 2017. Site.
  • 1st Pan American Congress of Nanotechnology. Fundamentals and Applications to Shape the Future. Guarujá, SP (Brasil). 27 a 30 de novembro de 2017.
    Site.
 

   
Você pode divulgar novidades, oportunidades, eventos ou dicas de leitura da área de Materiais, e sugerir papers, pessoas e temas para as seções do boletim. Escreva para comunicacao@sbpmat.org.br.

Caso não esteja visualizando corretamente esta mensagem, acesse este link

Descadastre-se caso não queira receber mais e-mails

 

 

Artigo em destaque: Melhores catalisadores para células a combustível de hidrazina.


O artigo científico com participação de membros da comunidade brasileira de pesquisa em Materiais em destaque neste mês é: From ionic liquid-modified cellulose nanowhiskers to highly active metal-free nanostructured carbon catalysts for the hydrazine oxidation reaction. Elizângela H. Fragal, Vanessa H. Fragal, Xiaoxi Huang, Alessandro C. Martins, Thelma Sley P. Cellet, Guilherme M. Pereira, Eliška Mikmeková, Adley F. Rubira, Rafael Silva* and Tewodros Asefa*. J. Mater. Chem. A, 2017,5, 1066-1077. DOI: 10.1039/C6TA09821E.

Melhores catalisadores para células a combustível de hidrazina

Células a combustível são dispositivos que, valendo-se de processos de oxidação, convertem diretamente a energia química dos combustíveis, os quais podem ser renováveis, em eletricidade. As células a combustível operam com alta eficiência energética e baixo impacto ambiental, e podem ser usadas nas mais diversas aplicações. De uso ainda restrito, as células a combustível apresentam vários desafios à pesquisa, como o desenvolvimento de catalisadores que tornem mais eficientes os processos de conversão de energia.

Uma equipe científica internacional deu um significativo passo nesse sentido ao desenvolver um material que demonstrou ser muito eficiente para catalisar a oxidação de hidrozina (N2H4) – um combustível líquido adequado para uso em células a combustível.  Diferentemente da maioria dos catalisadores eficientes, este novo catalisador não possui metais nobres na sua composição, e sim materiais abundantes, baratos e renováveis. O trabalho foi reportado em artigo recentemente publicado no Journal of Materials Chemistry A. Materials for energy and sustainability (fator de impacto 8,262), assinado por pesquisadores de instituições do Brasil, Estados Unidos e República Checa.

“Nesse trabalho destacamos a síntese de materiais nanoestruturados de carbono usando como precursor nanopartículas de celulose cristalina modificada com líquido iônico”, diz Rafael da Silva, professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e um dos autores correspondentes do artigo. “O material obtido neste processo foi utilizado como catalisador para o processo de oxidação de hidrazina”, completa.

Como se fossem cozinheiros testando qual é a melhor combinação de ingredientes para fazer determinado prato, os pesquisadores fabricaram uma série de materiais de carbono com pequenas diferenças entre eles, com a finalidade de compará-los e determinar qual teria melhor desempenho como catalisador na oxidação de hidrozina.

Para isso, inicialmente, a equipe preparou cuidadosamente os precursores (compostos que participam de uma reação química para formar um novo composto) dos materiais de carbono: as nanopartículas de celulose modificadas com líquido iônico. O algodão comercial, aquele que é vendido em farmácias, foi escolhido como matéria-prima para a preparação das nanopartículas de celulose. Polímero natural de fórmula (C6H10O5)n muito abundante na Terra, a celulose é produzida por plantas e bactérias. As nanopartículas foram “funcionalizadas” em dois grupos: enquanto uma parte delas recebeu a adição do grupo funcional SO3, às demais adicionou-se o grupo CO2. Em etapas posteriores, determinados grupos de nanopartículas foram submetidos a determinados processos de modificação superficial.

Com os diferentes precursores (nanopartículas) obtidos, os cientistas conseguiram preparar vários tipos de materiais de carbono. Tanto os precursores quanto os materiais obtidos a partir deles foram caracterizados por uma série de técnicas. Finalmente, a equipe investigou a atividade catalítica perante a oxidação da hidrazina em cada um dos materiais de carbono preparados. Os cientistas puderam concluir que o material com melhor desempenho nessa aplicação tinha sido preparado com nanopartículas de celulose funcionalizadas com SO3– e, posteriormente modificadas com um líquido iônico (composto iônico em estado líquido que funciona como solvente) de fórmula ([C4mim][CH3SO3]) e sem traços de elementos metálicos em sua composição.

“Usamos precursores simples e conseguimos obter um catalisador que está entre os melhores já reportados para a reação de oxidação de hidrazina”, comemora o professor Silva. “De fato, nosso material, que é baseado apenas em elementos químicos abundantes, consegue ser mais ativo que catalisadores baseados em metais nobres”, completa.

Os autores do artigo justificaram o bom desempenho do material pela sinergia da celulose e o líquido iônico, desde que o solvente se adsorve na superfície e também penetra na estrutura das nanopartículas de celulose, propiciando a inserção de impurezas e defeitos – fenômenos que favorecem a atividade catalítica.

O projeto foi realizado na Universidade Rutgers (New Jersey, EUA), no contexto do doutorado em Química da estudante da UEM Elizângela Hafemann Fragal, orientada pelos professores Adley Rubira e Rafael da Silva. O trabalho foi desenvolvido no início do doutorado de Elizângela, em 2015, durante um estágio sanduiche no grupo do professor Tewodros Asefa em Rutgers. Elizângela fez o estágio sanduíche no mesmo período e grupo que a sua irmã mais velha Vanessa Hafemann Fragal, ambas autoras do artigo do “J. Mater. Chem. A”. Na época, Vanessa também era aluna de doutorado do mesmo grupo da UEM.

Oito dos dez autores do paper. A partir da esquerda do leitor: estudante Elizângela Fragal (UEM), doutora Vanessa Fragal (UEM), doutor Alessandro Martins (UEM), doutora Thelma Sley Cellet (UEM) estudante Guilherme Pereira (UEM), professor Adley Rubira (UEM), professor Rafael Silva (UEM) e professor Tewodros Asefa (Rutgers).
Oito dos dez autores do paper. A partir da esquerda do leitor: estudante Elizângela Fragal (UEM), doutora Vanessa Fragal (UEM), doutor Alessandro Martins (UEM), doutora Thelma Sley Cellet (UEM) estudante Guilherme Pereira (UEM), professor Adley Rubira (UEM), professor Rafael da Silva (UEM) e professor Tewodros Asefa (Rutgers).

A cooperação entre UEM e a Universidade Rutgers, bem como a gênese do trabalho divulgado nesta matéria, remontam a 2010, quando Silva foi fazer doutorado pleno em Rutgers como bolsista Fulbright/Capes, depois de ter feito graduação e mestrado na UEM. Depois disso, Silva voltou à UEM, onde se tornou professor efetivo em 2015, e seis membros do grupo da instituição paranaense foram trabalhar no grupo do professor Asefa (três doutorandos em estágios sanduíche e três pós-docs). Além disso, Asefa é professor visitante na UEM, contando com bolsa do CNPq.

No doutorado, Silva participou do primeiro trabalho que demonstrou que um catalisador para oxidação eletroquímica de hidrazina pode ser feito sem o uso de metais. “Em 2012, publicamos um artigo [SILVA, Rafael ; Al-Sharab, Jafar ; Asefa, Tewodros . Edge-Plane-Rich Nitrogen-Doped Carbon Nanoneedles and Efficient Metal-Free Electrocatalysts. Angewandte Chemie (International ed. Print), v. 51, p. 7171-7175, 2012] no qual divulgamos a síntese de uma nova estrutura de carbono, a qual denominamos de nanoagulhas de carbono, que era ativa em relação à oxidação de hidrazina, com atividade semelhante à dos melhores catalisadores à época”, relata Silva, que conta com mais de 2.700 citações a seus artigos, segundo o Google Scholar, conseguidas em apenas 10 anos atuando em pesquisa.

Desde o paper de 2012, novos avanços sobre o tema foram publicados por diversos grupos. “Os fatos que aprendemos nestes anos levaram-nos a construir um sistema que é muito mais ativo que o material publicado em 2012. Para isso usamos a celulose e a sua interação específica com líquido iônico, que introduz agentes dopantes à estrutura do carbono final”, conclui Silva. Com o artigo divulgado nesta matéria, a equipe mostrou que é possível recuperar de forma eficiente a energia armazenada em moléculas de hidrazina. “Hoje dominamos o processo de síntese dos melhores catalisadores possíveis para a reação de hidrazina”, diz Silva.

O trabalho foi realizado com recursos das agências brasileiras CAPES, CNPq e Fundação Araucária, bem como recursos da Universidade Rutgers e da National Science Foundation (EUA).

Gente da comunidade: entrevista com o pesquisador Angelo Fernando Padilha.


Prof. Angelo Fernando Padilha (USP).
Prof. Angelo Fernando Padilha (USP).

Angelo Fernando Padilha nasceu no dia 30 de agosto de 1951 em Novo Horizonte, uma pequena cidade do estado de São Paulo. Cursou o ensino primário e os primeiros anos do secundário (o então chamado “ginásio”) na cidade natal e, aos 16 anos, mudou-se para São Carlos, a uns 170 km de Novo Horizonte, para fazer o “curso científico”, que abrangia os últimos três anos do ensino secundário e oferecia ao aluno uma formação com ênfase maior do que no “curso clássico” nas disciplinas de Matemática, Física, Química e Biologia.

Em 1970, ingressou no curso de graduação em Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que acabara de ser criado. Formou-se em 1974. No ano seguinte, realizou uma especialização em Ciência e Tecnologia Nucleares da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), oferecida no Instituto de Energia Atômica (IEA), atual Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), na cidade de São Paulo. No mesmo ano, ele começou a trabalhar no IPEN com pesquisa e desenvolvimento de materiais para reatores nucleares. Também em 1975, Padilha iniciou o mestrado em Engenharia Metalúrgica da Universidade de São Paulo (USP), o qual concluiu em 1977 com a aprovação da sua dissertação sobre recuperação e recristalização em uma liga de alumínio.

Em 1978, ainda vinculado ao IEA, iniciou o doutorado em Engenharia Mecânica na Universität Karlsruhe, atual Karlsruher Institut für Technologie (KIT), Alemanha, obtendo o diploma de Doktor-Ingenieur em 1981 após a defesa de sua tese sobre precipitação em um aço inoxidável, utilizado no elemento combustível do reator rápido regenerador (fast breeder reactor) alemão SNR300. No ano seguinte, no Max Planck Institut für Metallforschung, na cidade alemã de Stuttgart, Padilha fez uma especialização de três meses em Ciência dos Materiais na qual estudou diagramas de fases envolvendo metais refratários.

De 1984 a 1986, além de desenvolver atividades de pesquisa no IPEN, atuou como docente no curso de graduação em Engenharia Metalúrgica da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

De 1987 a 1988, realizou um pós-doutorado na Ruhr Universität Bochum (RUB), na Alemanha.

Em 1988, depois de passar 13 anos trabalhando no IPEN, Angelo Padilha tornou-se docente do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica da USP (EPUSP). Na Politécnica fez a livre-docência em 1989, e, em 1993, foi aprovado em concurso de professor titular.

No ano 1993, voltou à RUB, na Alemanha, para realizar uma especialização em aços inoxidáveis dúplex. Em 1998, realizou um segundo pós-doutorado, na University of Wales Swansea, hoje Swansea University, no Reino Unido.

De julho de 2011 a novembro de 2015, foi cedido pela USP para exercer cargos diretivos em entidades ligadas ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), atualmente de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Nesse período, foi presidente e presidente da comissão deliberativa da CNEN, presidente da Rede Nacional de Fusão (criada em 2006 para coordenar e ampliar a pesquisa em fusão nuclear no Brasil) e presidente do conselho de administração de duas empresas do segmento nuclear vinculadas ao MCTI, a Nuclebrás Equipamentos Pesados (NUCLEP) e a Indústrias Nucleares do Brasil (INB). Além disso, foi membro do comitê de coordenação dos fundos setoriais e, de 2012 a 2014, membro do conselho técnico-científico do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).

É autor de mais de 100 artigos publicados em periódicos científicos indexados e cerca de vinte livros e capítulos de livros, como o conhecido livro didático “Materiais de Engenharia”. Sua produção acadêmica conta com, aproximadamente, 2.800 citações, segundo o Google Scholar. Já orientou 25 dissertações de mestrado e 24 teses de doutorado.

Ao longo da sua trajetória profissional, Padilha recebeu uma série de distinções da Presidência da República, Marinha do Brasil e Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais (ABM), entre outras entidades.

Atualmente, Angelo Padilha é professor titular da EPUSP, onde ministra disciplinas na graduação e pós-graduação e desenvolve pesquisas sobre metais. Ele é membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo desde 2012 e bolsista de produtividade do CNPq de nível sênior (nível outorgado a cientistas ativos na pesquisa e formação de recursos humanos que tenham sido bolsistas de nível 1 A ou B por, no mínimo, 15 anos). Seu índice h é de 27, de acordo com o Google Scholar.

Segue uma entrevista com o pesquisador.

Boletim da SBPMat: – Conte-nos o que o levou a estudar Engenharia de Materiais na primeira turma de Engenharia de Materiais da América Latina (UFSCar, 1970-1974) e a se tornar um pesquisador da área.

Angelo F. Padilha: – Durante o curso ginasial, eu já havia decidido ser engenheiro, mas não tinha clareza sobre que modalidade de Engenharia escolheria. Concluído o ginásio em minha cidade natal (Novo Horizonte, SP), fui para São Carlos, fazer o curso científico. São Carlos foi essencial para a minha formação. A cidade oferecia tudo que um garoto de 16 anos e distante dos pais poderia desejar! No meio estudantil, fervilhavam cultura, debate e rebeldia. Estou falando do início de 1967. O período pior do regime militar iniciado em 1964 ainda estava por vir.

Fui alertado da criação de um curso de Engenharia de Materiais em São Carlos por uma tia, que havia lido um artigo ou uma entrevista do professor Sérgio Mascarenhas no jornal da cidade e ficara impressionada. Foi a primeira vez que ouvi falar desta modalidade de Engenharia. O exame de ingresso foi instigante, muito diferente dos vestibulares da época. Fui muito bem classificado e fiz matrícula. A primeira turma de Engenharia de Materiais da UFSCar era composta de 50 alunos: 2 garotas e 48 rapazes. A universidade foi instalada em uma fazenda de mais de 200 alqueires, pouco distante da cidade. As instalações iniciais foram adaptadas. O ambiente era calmo e acolhedor. Hoje, posso avaliar melhor do que podia à época e estou convencido de que o curso como um todo foi excelente. Ofereceu-nos uma base científica consistente e moderna. A proporção de aulas experimentais foi a mais elevada que tenho conhecimento, para um curso de engenharia. Graças à base científica e tecnológica adquirida nos cinco anos de UFSCar, pude aproveitar bem o mestrado em Engenharia Metalúrgica na Escola Politécnica e depois o doutorado na faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade de Karlsruhe. Grande parte da nossa turma fez pós-graduação, em universidades de primeira linha do Brasil e do exterior.

Boletim da SBPMat: – Quais são, na sua própria avaliação, as suas principais contribuições à área de Materiais? Descreva brevemente as contribuições de mais impacto ou mais destacadas considerando todos os aspectos da atividade científica.

Angelo F. Padilha: – A área de Materiais fez muito mais por mim do que eu fiz por ela. Nunca trabalhei na fronteira do conhecimento, tampouco procurei nichos científicos. Procuro utilizar conceitos científicos modernos e técnicas experimentais avançadas para estudar, entender e aperfeiçoar materiais tradicionais e amplamente utilizados, tais como aços e ligas de alumínio. Por exemplo, meu artigo (em coautoria com Paulo Rangel Rios) mais lido e citado é um trabalho de revisão, publicado em 2002 e aborda a microestrutura de aços inoxidáveis austeníticos; um material descoberto em 1911 e ainda bastante utilizado.

Encaro como uma obrigação agradável escrever livros técnicos em português. Publiquei meu primeiro livro, sobre técnicas de análise microestrutural, em coautoria com Francisco Ambrózio Filho, em 1985. Sinto-me gratificado ao ver meus livros espalhados por várias bibliotecas do país. Embora sejam todos muito simples, são lidos e até citados.

Gosto muito da atividade docente, tive muitas centenas, talvez milhares, de alunos e dezenas de orientados. Até hoje sinto prazer em orientar estudantes e em dar aulas de Ciência dos Materiais no primeiro ano da Poli e de disciplinas mais específicas nos anos finais da graduação e na pós-graduação. Considero a interação com a indústria essencial para um professor e pesquisador da área de Engenharia. Mais da metade dos trabalhos que orientei foram em cooperação com a indústria.

Boletim da SBPMat: – Você tem uma significativa trajetória de pesquisa e gestão em instituições do segmento da energia nuclear. Quais são, na sua visão, os desafios da pesquisa em Materiais para área nuclear?

Angelo F. Padilha: – Meu primeiro emprego como engenheiro foi na área nuclear, na Coordenadoria de Ciência e Tecnologia de Materiais (CCTM) do Instituto de Energia Atômica (IEA), hoje IPEN-CNEN. O grupo foi criado e era liderado pelo Professor Shigueo Watanabe. Era composto de cerca de 50 pessoas, quase todos físicos do estado sólido. A convivência com eles foi para mim uma escola importante.

As aplicações da tecnologia nuclear contemplam não apenas a geração de energia núcleo-elétrica, mas também numerosas aplicações na indústria, na medicina, na agricultura, além da propulsão nuclear. Por exemplo, o número de pessoas que já se beneficiaram dos radio-fármacos produzidos no IPEN é comparável ao número de pessoas que se beneficiam da energia elétrica gerada pelos reatores instalados em Angra dos Reis.

Quase todos os materiais utilizados na construção de um reator nuclear, ou de um submarino de propulsão nuclear, ou até mesmo de uma centrífuga para enriquecimento isotópico de urânio são materiais que não foram desenvolvidos para estas aplicações. Na década de 1950, quando os norte-americanos construíram o primeiro reator nuclear para geração de energia núcleo-elétrica e o primeiro submarino de propulsão nuclear, em termos de materiais, eles precisaram desenvolver principalmente a tecnologia do urânio e do zircônio. Centenas de outros materiais indispensáveis para as aplicações mencionadas já eram disponíveis ou precisaram tão somente de alguma adaptação.

Por outro lado, as tecnologias nucleares apresentam algumas características especiais: i) são dominadas por poucos países; ii) muitas delas não podem ser adquiridas no mercado; iii) existe pouca cooperação internacional, especialmente nas tecnologias nucleares sensíveis; iv) são tecnologias complexas e exigem uma grande quantidade de recursos humanos e econômicos para serem desenvolvidas; v) são em geral tecnologias maduras, dominadas e aperfeiçoadas ao longo de décadas. Um país ao dominar uma tecnologia madura, pode rapidamente transformá-la em vantagem geopolítica ou econômica.

O Brasil construiu ao longo dos últimos sessenta anos um programa nuclear que pode ser classificado como um dos dez ou doze mais importantes do planeta. Além disto, temos grandes reservas de urânio. Do ponto de vista de materiais, ainda somos dependentes de importações, que frequentemente encontram grandes obstáculos. Acredito que os maiores desafios e oportunidades na área de materiais para aplicações nucleares estão na produção nacional, nas adaptações e nos aperfeiçoamentos. É mais provável que as inovações futuras sejam do tipo incremental do que radical.

Boletim da SBPMat: – Deixe uma mensagem para os leitores que estão iniciando suas carreiras científicas.

Angelo F. Padilha: – Procure obter uma formação científica consistente, o resto será consequência. Um pesquisador com conhecimentos profundos em disciplinas fundamentais, tais como termodinâmica, cristalografia e transformação de fases será sempre bem-vindo em qualquer grupo de pesquisa. Não desanime ao enfrentar a nossa mastodôntica e caolha burocracia.

Boletim da SBPMat: – Seu nome consta na “comissão interdisciplinar de materiais”, criada no final do ano 2000 para viabilizar a fundação da SBPMat. Se possível, compartilhe alguma lembrança ou comentário a respeito da sua participação na criação da sociedade.

Angelo F. Padilha: – Acredito que a SBPMat foi criada no momento certo e com o perfil adequado. Em minha opinião, esta é a principal razão do seu perdurável sucesso. Todos da “Comissão Interdisciplinar de Materiais” contribuíram de alguma forma; uns mais e outros menos. Eu estou certamente entre os que menos contribuíram. Acho que a capacidade de articulação agregadora do Guillermo Solórzano e a liderança científica do Edgar Zanotto foram decisivas. Tenho orgulho de ter participado da criação da SBPMat.

Victor C. Pandolfelli (DEMa-UFSCar) recebe pela terceira vez prêmio da ACerS (Estados Unidos) ao melhor paper sobre cerâmicas refratárias.


Professor Victor Carlos Pandolfelli (UFSCar).
Professor Victor Carlos Pandolfelli (UFSCar).

Desde a década de 1980, The American Ceramic Society (ACerS) seleciona e premia as publicações sobre cerâmicas para alta temperatura que mais contribuíram para o conhecimento no setor e as distingue com o prêmio Alfred Allen. Não há inscrição para tal prêmio, visto que a escolha se baseia em consultas às revistas indexadas na Web of Science, que são analisadas por uma equipe de especialistas.

Neste ano, em sua 18ª edição, o prêmio foi outorgado a um artigo publicado no periódico Ceramics International, assinado por três pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o professor Victor Carlos Pandolfelli e as doutoras Ana Paula da Luz e Mariana Braulio,  e uma pesquisadora do Instituto de Investigaciones en Ciencia y Tecnología de Materiales (INTEMA), da Argentina, Analía Tomba Martinez. Victor C. Pandolfelli e Mariana Braulio já tinham recebido esse prêmio em duas edições anteriores, sendo, até o momento, os únicos pesquisadores que foram distinguidos três vezes com o prêmio Alfred Allen da ACerS desde que a honraria é outorgada.

O prêmio foi recebido pelos autores durante o 53rd Annual Symposium on Ceramic Refractories, realizado no final de março na cidade de St Louis (Estados Unidos). Na ocasião, o professor Pandolfelli apresentou uma palestra convidada sobre cerâmicas para alta temperatura inspiradas na natureza.

  • Veja a lista de trabalhos premiados em todas as edições do Alfred Allen Award, aqui.
  • Veja o artigo premiado na edição de 2017, aqui.
  • Veja matéria no site da ACerS sobre o simpósio, com relato da palestra do professor Pandolfelli, aqui.

Boletim da SBPMat – 55ª edição.


 

Saudações !

Edição nº 55 – 31 de março de 2017
Notícias da SBPMat
Anuidade SBPMat. Veja motivos e benefícios de ser sócio da SBPMat e saiba como pagar a anuidade. O prazo para emissão do boleto no valor com desconto encerra hoje. Veja aqui. 
XVI Encontro da SBPMat/ XVI B-MRS Meeting
Submissão de resumos. Está aberta no site do evento, até 5 de maio, a submissão de trabalhos para apresentação oral ou em forma de pôster. Veja instruções para autores, aqui.

Simpósios. Veja a lista dos 23 simpósios aprovados, dentro dos quais os resumos são submetidos. Aqui.

Prêmio Bernhard Gross. Trabalhos submetidos por autores que são estudantes de graduação ou pós-graduação podem ser candidatos ao prêmio da SBPMat. Para participar da seleção, o autor deve submeter, até 14 de agosto, um resumo estendido adicional ao resumo convencional. Mais informações, nas instruções para autores, aqui.

Organização. Conheça o comitê organizador. Aqui.

Expositores. Veja no site do evento as 18 empresas que já confirmaram participação. Empresas
interessadas em participar do evento com estandes e outras formas de divulgação devem entrar em contato com Alexandre, no e-mail comercial@sbpmat.org.br.

Artigo em destaque

Uma equipe internacional que inclui pesquisadores da UFMG, Unicamp e UFRN apresentou, no periódico Nano Energy, uma contribuição ao desenvolvimento de materiais para supercapacitores. Usando um método simples e facilmente escalável, os autores fabricaram um compósito de polipirrol, grafeno e zircônia e testaram seu desempenho na estocagem de eletricidade. O material demonstrou potencial para uso em eletrodos de supercapacitores.  Veja nossa matéria de divulgação.

Gente da comunidade

Entrevistamos Vinícius Galhard Grassi, líder de pesquisa em polímeros no Brasil da Braskem. Doutor em Química pela UFRGS, Grassi trabalha há 16 anos em P&D em polímeros no meio empresarial, e já viu vários produtos desenvolvidos por ele e seus colaboradores sendo comercializados no mercado – um prazer incrível, diz ele, que justifica todo o esforço. Saiba mais sobre a carreira deste pesquisador, os produtos que desenvolveu e sua visão da atividade de P&D empresarial. Veja a entrevista.

Edgar Zanotto (UFSCar) e Oswaldo Alves (Unicamp) integram o conselho científico do Instituto Serrapilheira de apoio à ciência. Saiba mais. 

Yvonne Mascarenhas (USP), pioneira da pesquisa em Materiais no Brasil, é premiada pela União Internacional de Química Básica e Aplicada. Saiba mais.

Dicas de leitura
  • Livro “Nanociência e Nanotecnologia: Princípios e Aplicações” (editora Elsevier). A obra de 3 volumes, realizada por autores do Brasil e lançada em português em 2015, ganha edição em inglês. Saiba mais.
  • Rumo ao computador neuromórfico: dispositivo orgânico faz sinapse artificial com menor gasto de energia (divulgação de paper da Nature Materials com participação de pesquisador do Brasil). Saiba mais.
  • Contrariando lei da Física que relaciona condutividade elétrica e térmica, material se mostra bom condutor da eletricidade e mau condutor do calor (divulgação de paper da Science). Saiba mais.
  • Fio têxtil inteligente que estimula a circulação e outras inovações da empresa Rhodia criadas em laboratórios brasileiros. Aqui.
Oportunidades
  • Prêmio “Para Mulheres na Ciência” da LÓreal, Unesco e ABC está com inscrições abertas. Aqui.
  • Chamada SibtratecNano de projetos de nanotecnologia em produtos e processos, para empresas em colaboração com ICTs. Aqui.
  • Período para inscrições ao “Young Researcher Award”, prêmio da SBPMat em parceria com a E-MRS para pós-docs, encerra hoje. Aqui.
Próximos eventos da área
  • 9th International Conference on Materials for Advanced Technologies. Suntec (Cingapura). 18 a 23 de junho de 2017. Site. 
  • 1ª Escola Brasileira de Síncrotron (EBS). Campinas, SP (Brasil). 10 a 21 de julho de 2017. Site.
  • XI Brazilian Symposium on Glass and Related Materials (XI Brazglass). Curitiba, PR (Brasil). 13 a 16 de julho de 2017. Site.
  • VIII Método Rietveld de Refinamento de Estrutura. Fortaleza, CE (Brasil). 24 a 28 de julho de 2017. Site.
  • XXXVIII Congresso Brasileiro de Aplicações de Vácuo na Indústria e na Ciência (CBRAVIC) + III Workshop de Tratamento e Modificação de Superfícies (WTMS). São José dos Campos, SP (Brasil). 21 a 25 de agosto de 2017. Site.
  • IUMRS-ICAM 2017. Kyoto (Japão). 27 de agosto a 1º de setembro de 2017. Site.
  • 18 International Conference on Luminescence. João Pessoa, PB (Brasil). 27
    de agosto a 1º de setembro de 2017. Site.

  • XVI Encontro da SBPMat/ XVI B-MRS Meeting. Gramado, RS (Brasil). 10 a 14 de setembro de 2017. Site.
  • 2ª Conferência Nacional em Materiais Celulares (MatCel’2017) + Conferência Internacional em Dinâmica de Materiais Celulares (DynMatCel’2017). Aveiro (Portugal). 25 a 27 de setembro de 2017. Site.


Você pode divulgar novidades, oportunidades, eventos ou dicas de leitura da área de Materiais, e sugerir papers, pessoas e temas para as seções do boletim. Escreva para comunicacao@sbpmat.org.br.